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Marcelo Musa Cavallari’nin Portekizce Makalesinden Alıntı
Tente se imaginar em Jerusalém, na sexta-feira antes do meio do primeiro mês lunar dos judeus no ano 33 da nossa era. O líder judeu de um movimento morrera crucificado, a mais degradante execução que poderia ser imposta pelo Império Romano, entidade política dominante na região. Dentre os poucos que se mantiveram seus seguidores até aquele momento de perseguição, alguns contavam com ele para restaurar a independência de Israel, tornar-se rei dos judeus e reformar o judaismo, devolvendo-lhe seu caráter distinto das religiões pagas de todos os outros povos. Os líderes desse peque- no grupo eram, naquele momento, 11 homens. Nenhum deles gozava qualquer tipo de poder nem entre seus próprios compa- triotas judeus, muito menos no Império Romano.
 Desse cenário de derrota, o cristianis mo evoluiu para ser a maior religião do mundo em número de praticantes. É a principal religião da Europa, das Amé- ricas, da Oceania, tem fortissima presen- ça na África e existe em quase todos os países da Ásia. Para os adeptos do cris- tianismo, não é dificil explicar como isso se deu. Desde o início, Jesus foi visto pela Igreja nascente como a encarnação de Deus na Terra. Foi, pois, graças ao poder e à vontade de Deus que essa seita der- rotada da obscura Palestina do século I tornou-se a maior força civilizatória que a humanidade conheceu. Para quem dam de qualquer dado sobrenatural, a tarefa é muito mais complicada.
 Um livro publicado neste ano lança uma hipótese. Em And man created God (E o homem criou Deus), ainda não lan- çado no Brasil, Selina O’Grady, uma documentarista da TV britânica, analisa como o cristianismo beneficiou o Impé- rio Romano-e como o Império Roma- no beneficiou o cristianismo. No livro, O’Grady desenvolve a tese de que o cris- tianismo se tornou a primeira religião universal por ter servido de base ideoló-
 gica para um império, até então o mais amplo de todos. Desse amalgama de in- teresses, o cristianismo, por ter durado mais tempo, foi o maior beneficiário. Mas seu auge também já passou e, se- gundo O’Grady, estamos hoje numa era pós-religiosa, em que o secularismo o substituiu como “solução política para os sérios problemas de um mundo cada vez mais multicultural”.
 Em seu livro, que a revista britânica The Economist classificou como “guia do cristianismo para ateus”, O’Grady analisa como diversos impérios – em Roma, na Pérsia, na India e na China
 quer se ater as explicações que prescin–usaram, mais ou menos no tempo de Jesus, religiões para se expandir e foram usados por elas. O que mais interessa a O’Grady é a situação do Império Ro- mano na época de Augusto, o primeiro imperador. Por volta do ano zero de nossa época, Roma, sob o dominio de Augusto, deixava de ser uma potência que tinha na expansão pelo uso da for- ça sua principal razão de ser. Para Au- gusto, diz O’Grady, o objetivo era dar estabilidade a todo o território conquis- tado, levando os integrantes de todos os povos dominados a “adquirir um

EPOCA 24 de dezembro de 2012

Ceyda Işık Kumyalı

Author Ceyda Işık Kumyalı

2002 yılında Uludağ Uluslararası İlişkiler Bölümünden mezun olduktan sonra birkaç farklı iş dalında çalışıp yapmak istediğim işe karar verme sürecinin ardından 2008 yılında biblioteka kültür merkezinde Sevgili Gazi Ünsal ile çalışmaya başladım. Burası hayatımda dönüm noktası oldu. 14 yıl burada dil eğitimi programlarının planlanıp, organize edilmesinden; çeşitli kişisel gelişim seminerlerinin programlanmasına kadar bir çok konuda biblioteka kültür merkezinde yönetici konumunda çalıştım. 2022 yılında biblioteka kültür merkezi kapanınca DORE Mentor olarak kendi şirketimi kurdum ve aynı ruhla çalışmaya devam ediyoruz....

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